Arquivo para outubro, 2009

No meio do caminho havia uma bola…

Posted in Humor, Um Pouquinho de Tudo on outubro 31, 2009 by Henrique André

Já imaginou chutar uma bola de futebol que pesa mais de 1kg? E o pior, chutá-la sem saber que não é uma bola convencional? Assista:

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A evolução da Gorduchinha
(Revista Galileu)

Começo do século 20

A bola de couro curtido tinha uma grande costura no meio, prejudicando a precisão dos chutes.

Anos 40

Novas técnicas eliminam a costura e impedem que a bola se deforme com o uso, o que era muito comum.

Anos 60 e 70

As bolas ganham impermeabilização e não ficam mais pesadas em dias de chuva. A Fifa libera a cor branca.

Anos 80

A bola Tango, lançada na Copa de 1978, ganha o mundo. Surgem os materiais sintéticos, que dão mais durabilidade.

Copa de 2002

Chega a Fevernova. Uma camada sintética com microbolhas de gás aumenta a devolução de energia nos chutes.

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Haja mala no futebol brasileiro!

Posted in Esportes, Um Pouquinho de Tudo on outubro 29, 2009 by Henrique André

elas podem até decidir um campeonato.
As chamadas “mala preta” e “mala branca” já fazem parte da cultura do futebol brasileiro. Mas você sabe distingui-las?

malas

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Bom, vou tentar defini-las da maneira mais simples possível:

Mala Preta: Incentivo financeiro dado – por terceiros – à uma equipe, para que esta modifique o resultado de uma partida. Na maioria das vezes, a equipe que recebe este dinheiro tem a missão de fazer “corpo mole” dentro de campo e entregar a partida para favorecer ao “dono da mala preta” .

Mala Branca: Incentivo financeiro dado – por terceiros – à uma equipe, para que esta vença uma partida.  Assim, estará beneficiando diretamente o  “dono da mala branca” e é claro, a sua própria equipe.

Sérgio Santos Rodrigues
Código Brasileiro de Justiça Desportiva: O Título IX, que trata das infrações contra a moral desportiva, aborda em seu Capítulo II a corrupção, a concussão e a prevaricação. Os artigos 242 e 243 tipificam as seguintes condutas:

“Art. 242. Dar ou prometer vantagem indevida a membro de entidade desportiva, dirigente, técnico ou atleta, para que, de qualquer modo, influencie o resultado de partida, prova ou equivalente.
Pena: eliminação.
Parágrafo único. Na mesma pena incorrerá o intermediário”.

“Art. 243. Atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende.
Pena: suspensão de 180 (cento e oitenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias.
§1º Se o atleta cometer a infração mediante pagamento ou promessa de qualquer vantagem, a pena será de suspensão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e eliminação na reincidência.
§2º O autor da promessa ou da vantagem será punido com pena de eliminação.”

Analisando estes artigos,  podemos concluir que:

A mala preta é ilegal, pois o profissional modifica o placar da partida, prejudicando a sua própria equipe, assim, acaba se enquadrando no artigo 243, e o “dono da mala” no artigo 242.  Já a mala branca não seria um crime, pois o profissional apenas recebeu um incentivo financeiro, o chamado “bicho”,  para render um pouco mais dentro de campo e, consequentemente, ajudar a sua equipe e ao “dono da mala branca”.

E a ética? Onde fica?

O que se pode discutir é o fato de um profissional precisar de um incentivo financeiro, além do salário pago por sua equipe,  para render mais dentro de campo,  já que o que todo torcedor espera é  que os atletas vistam a camisa do clube, pensando – única e exclusivamente – na vitória e doando o máximo de si dentro das quatro linhas.

Outro ponto importante a ser discutido, é saber o limite que existe entre as duas malas, ou seja:  quem aceita a mala branca certamente aceitaria a mala  preta ou não?  Mas, por sua complexidade, este é um assunto para os próximos capítulos.

A seleção que só funcionou no papel.

Posted in Esportes on outubro 28, 2009 by Henrique André

… Selegalo ou Selegolo?
Um dos maiores fiascos da história do Atlético-MG foi a equipe montada em 1994, batizada como “Selegalo”.

selegalo

Neto, Renato Gaúcho e Luiz Carlos Wink

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Eu poderia muito bem contar a história desta seleção, pois a vivi intensamente e bem de perto, mas nada melhor que ouvi-la de quem estava dentro de campo, ou melhor, dentro da “noite belohorizontina”.

Blog no Neto […]
“Uma verdadeira Seleção estava se formando. Para se ter uma idéia, antes de mim tinham sido contratados o lateral Luís Carlos Winck, o zagueiro Adílson (hoje técnico do Cruzeiro), e os atacantes Renato Gaúcho e Gaúcho. Na apresentação oficial no CT mais de 5 mil torcedores. Não demorou muito para esse grupo ser batizado de “Selegalo”.

Nos primeiros jogos o time até foi bem. Lembro que na estréia vencemos o Valeriodoce com um gol meu de falta. Já os treinamentos eram péssimos. O time titular perdia direto do reserva. O menino Reinaldo, centroavante recém-promovido dos juniores atormentava a vida do Canápis, um zagueiro uruguaio ruim de bola. Teve até um dia que ele apelou com o garoto. Desceu a paulada na maldade. Não tive dúvidas, fui pra cima dele. Acabei expulso do treino pelo Espinosa. A verdade é que o dono daquele time era o Renato. Ele deitava e rolava. Fazia o que queria. Não justifica, até porque o ele é um sujeito muito legal. Adoro o Renato como pessoa. Mas aquela equipe ficou sem foco. Não conseguiu formar uma identidade. Na verdade a pegada de boa parte daquele elenco, inclusive eu, era na noite de BH. E nós a “quebrávamos” com estilo. Minha nossa! Tinha cada mulher bonita…”
[Artigo na íntegra]

Desocupação muda comércio.

Posted in ** Meu Portfolio on outubro 24, 2009 by Henrique André

Construção do Circuito Cultural traz esperança, mas muitas incertezas.
Márcia Collares, Thaís Oliveira e Henrique Carmo

o tempoMatéria publicada em 24/10/2009 – Jornal O Tempo

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A região da praça da Liberdade passa por uma mudança de identidade. Os órgãos públicos que funcionavam nas edificações em seu entorno serão transferidos para a Cidade Administrativa, que está sendo construída no local do antigo Hipódromo Serra Verde. Os prédios das secretarias de Estado passam por reformas para se transformar no Circuito Cultural Praça da Liberdade, que abrangerá também as ruas Tomé de Souza, Guajajaras, Bahia, Sergipe e a avenida João Pinheiro.

Essa mudança está alterando a rotina e os planos de comerciantes da região e causa expectativa quanto ao perfil de seus novos clientes.

Marcelo Miranda, proprietário do bar Point Liberdade, avalia que sua clientela já está mudando. Antes seu movimento começava às 6h30 vendendo muito cafezinho e pão de queijo. Atualmente atende operários, engenheiros e restauradores dos prédios públicos.

“Minha expectativa é muito boa. Não vou ter que acordar tão cedo porque meu movimento maior deverá ser a partir das 14h. Funcionário público se queixa muito de falta de dinheiro e turista não”, diz Marcelo, que já está planejando reformar o bar e mudar o cardápio para se adaptar ao novo público. (REPORTAGEM COMPLETA)

Não parem com a paradinha!!

Posted in Esportes on outubro 20, 2009 by Henrique André

Há algumas semanas, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, decretou o fim da paradinha nas cobranças de pênalti.  Mas este recurso dos jogadores é tão infalível assim? Assista ao vídeo abaixo e veja não.


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Apesar da maioria dos jogadores concordarem com o fim da paradinha, eu acredito que seja uma grande besteira e mais uma invenção dos conservadores da Fifa. Vale lembrar que, o pênalti é, nada mais nada menos, que uma punição (castigo) ao time que evitou que o jogador adversário marcasse o gol, ou seja, não entrou na regra para facilitar a vida do goleiro. A penalidade máxima surgiu para punir uma irregularidade, portanto, a paradinha é, na minha opinião, um recurso do atacante que não deveria ser proibido.

Concordo plenamente que seja uma arma a favor dos atacantes e um artifício que complica bastante a vida dos goleiros, por isso,  sou um defensor nato da paradinha. Pênalti não foi feito para o goleiro defender!

… será que daqui a alguns anos vão acabar com os dribles? Afinal, eles são uma grande “ofensa” aos marcadores. rs

Imagem (cornetando a imprensa) do dia.

Posted in Imagem do dia on outubro 17, 2009 by Henrique André

Ontem, o time da imprensa de Minas Gerais enfrentou a equipe da comissão técnica do Cruzeiro na Toca da Raposa II.

time imprensaEm pé: Cláudio Rezende , Sulimar Silva, Thiago Reis, Eu, Dudu, Marcelo Bechler, Neilson , Josino Ribeiro, Walace Jardim ,Fábio Pinel. Agachados: Alvimar, Rodrigo, Fernando Martins, Henrique Fred [Jorginho Paulista], Gustavo Andrade, Mauricio Miranda, Paulinho Filgueras e Péricles.

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Os jornalistas esportivos – acostumados a analisar a atuação de jogadores, técnicos e dirigentes – enfrentaram um combinado que recebeu ex-jogadores, como Adilson Batista, Paulão, Eugênio e Milagres. Além deles, compunham a equipe:  O novo vice de futebol Gustavo Perrela, o diretor de futebol Eduardo Maluf, o supervisor Beneci Queiroz, os assessores  de imprensa Marcone Barbosa e Guilherme Mendes, o médico Sérgio Freire Júnior,  além de outros funcionários do clube.

O jogo foi bastante tranquilo e fácil para o time “da casa”, que  venceu por 8 a 0. O atacante Welligton Paulista, que acompanhou a partida, não perdeu a oportunidade de cornetar alguns repórteres, que demonstraram pouca intimidade com a bola nos pés.

Para se ter noção da atuação do combinado da imprensa, Marcelo Bechler,  jornalista da TV Horizonte, definiu o time da seguinte maneira: “- O time foi dividido em dois: um que atacava e outro que defendia. Entre eles não havia uma ligação”.

Acho que ontem prevaleceu aquela máxima: “falar é fácil; fazer é que é difícil.”

E viva o futebol pastelão!

Posted in Humor on outubro 14, 2009 by Henrique André

Tem gente levando futebol muito à sério e causando muita confusão por causa dele. Então nada melhor que provar que futebol é apenas futebol! Assista ao vídeo abaixo:

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Gastaldo cita Radcliffe-Brown (1959) que traduz o futebol como uma modalidade de interação com “relações jocosas”, definidas como:

… uma peculiar combinação de amizade e antagonismo. O comportamento é tal que em qualquer outro contexto social ele expressaria e geraria hostilidade; mas tal atitude não é a sério e não deve ser levada a sério. Há uma pretensão de hostilidade e uma real amizade. Posto de outro modo, é uma relação de desrespeito consentido. [Radcliffe-Brown, 1959:91]